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quarta-feira, 8 de abril de 2015

50 Sombras de Grey


Por falar em Amor,
Recentemente, muitas foram as opiniões relativamente ao filme "As 50 sombras de Grey", quer construtivamente, quer destrutivamente. Criaram-se expetativas, em torno de comentários que, na minha mais singela opinião, não fizeram qualquer sentido (muitos deles, claro).

Segundos antes de ver o filme, tentei-me abstrair de todos e quaisquer comentários que pudesse ter lido ou ouvido anteriormente, como se fosse a primeira vez que estivesse a ouvir falar do filme. Se assim não fosse iria permitir que a minha opinião pudesse ser influenciada por tudo aquilo que já estava retido. Muitas vezes é o que acontece noutro tipo de situações ao longo da vida, não selecionamos a informação relevante e de certa forma, o nosso cérebro acaba por nos atraiçoar.

Achei o filme interessante, sem dúvida, e deixei-me envolver por toda a sua história, chegando às minhas próprias conclusões. Tem um universo de música fantástico, que nos move para as mais íntimas das nossas emoções; um excelente elenco e uma história que se repete no dia-a-dia de centenas ou de milhares de pessoas, não de acordo com a patologia a que o filme se refere (sim, porque pelo que me apercebi o filme estava relacionado com uma perturbação ao nível da sexualidade) mas também pela forma como os padrões se repetem de pessoa para pessoa, diria mesmo, pela sua transgeracionalidade. Existem coisas que as pessoas só podem entender no outro, se se meterem no lugar dele. E este filme representa muito bem essa necessidade. Existe sempre uma explicação para as pessoas serem como são. Tudo tem um principio, meio e fim. Qualquer comportamento é o resultado do próprio pensamento, pensamento esse que advém das inúmeras experiencias de vida. É sem duvida uma historia de amor mas, como em qualquer historia de amor, é preciso ter coragem e amor suficiente para enfrentar e sobretudo, entender as situações que, muitas das vezes, conduzem as pessoas à desistência, acabando por escolher sempre o caminho mais fácil, mas isso não é amor, a isso chama-se de facilidade face à fragilidade.

O Amor e o Cérebro

     Antes de vos deixar com a receita das simples e deliciosas bolachinhas de aveia, não posso deixar de escrever sobre algo que também é extremamente importante não só para o nosso bem-estar psicológico, mas sobretudo emocional.
Também ele é um excelente antídoto para a tristeza, e move mundo e montanhas.
Falo-vos de Amor!
     O que seria a vida humana sem este lado mais puro e genuíno do ser humano?
O amor é capaz de curar muita coisa que, para muitos, já não tinha cura. Muitas vezes as questões acerca dele são inúmeras, no entanto, sabe-se que acontece porque sim. É um bem necessário ao ser humano.
Mas afinal, quantos significados de amor existem?
Qual o verdadeiro significado de um olhar, de um carinho, de um toque....?
Sejam eles quais forem, signifiquem o que significarem, a mais pura e verdadeira definição está na tradução das palavras pela dança dos corpos, pela forma como se encaixam, pela plenitude com que se complementam, por afinal de contas o amor é isso mesmo, complemento; suporte e cumplicidade. De que adiantam as palavras quando os actos se contradizem? São apenas criadores de uma paradoxalidade entre quem diz e quem ouve....são apenas palavras soltas que quando pouco cimentadas são levadas pelo vento, porque nada tiveram para permanecer fixas no seu explendor....pouco ou nada se fixaram à magia do amor. Amor....Amar....implica dar e receber, não é apenas uma tentativa de se sentir que o outro recebe, mas sim uma certeza de que quem dá, também sente que lhe é dado. Amar, é criar, imaginar, querer, poder, partilhar, desejar, ter a certeza que não só somos complemento do outro, mas que tudo é superior a qualquer desavença ou conflito que possa trilhar o caminho de quem ama!
Rafc